“E depois de um tempo eu entendi que esquecer não significava ignorar uma chamada no telefone, nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece, atende o telefone e sua voz não falha, que reencontros casuais não mais faziam as pernas tremerem. Eu descobri que o lado mais triste do amor, é não sentir mais nada.”
“Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.”
“Conta pra ela, vai. Chega nela e fala. Fecha os olhos, se for preciso. Fecha os olhos e finge que é pro espelho, como você já fez uma vez. Diz pra ela que você sente muito. Que se arrepende de todas às vezes em que poderia ter mudado a situação com poucas palavrinhas (e evitado algumas noites de choro e preocupação da parte dela), mas ao invés disso só ficou parado sem falar nada, como o idiota que é. Pede desculpas por quando ficou confuso entre um ex amor do passado que ainda te balançava, um possível caso pro futuro que te excitava e entre ela. Pede desculpa por ter deixado ela como última opção quando você era a única escolha. Confessa que se sente culpado por todas às vezes que estragou os possíveis relacionamentos dela provocando-a e fazendo ela cair na sua de novo, mesmo que isso seja a mentira mais descarada do mundo e que você não se arrependa. Assume que é egoísta e não sabe perder, que é atrapalhado e não sabe possuir, que é mimado e mandão e que tudo tem que ser do seu jeito, que é orgulhoso e pra você você sempre tá certo, que é pior do que criança, que é infantil, que é canalha, galinha… Como se ela não te conhecesse melhor do que você. Se humilha, se for preciso. Fala que vai compensar pelas noites de sono perdidas, pelas lágrimas desperdiçadas no travesseiro, pelas dores de cabeça, pelos cortes, por tudo. No fundo ela só espera um sinalzinho verde pra não desistir, uma confirmaçãozinha de que você ainda tá nessa junto com ela. Mas não deixa ela cansar de vez de você.”
“Nunca entendi o que a gente tinha. O que tinha naquela coisa de trocar sms’s a noite toda e não sentir sono, naquilo de conversar toda a tarde e não enjoar, de ficar perto a maior parte do dia e não pedir pra ir embora. Nunca entendi. Mas seja lá o que era, quero que volte a ser. Quero de volta.”
“Tô chegando tá. Tô chegando amor. Tô indo, sentado, vendo as montanhas, lembrando que quanto mais você me perde, mais vezes você me ganha. E aquela briga ontem foi foda, eu não queria te dizer que eu não queria ter você, mas eu queria que você soubesse que eu me importo e que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo. E foi pensando nisso que me joguei pra cá, pra ver se quando eu te encontrar eu faço essa chuva parar. Será que isso é possível? Eu sonhador demais, na entranha dor demais e essa estranha dor é mais do que saudade, é como uma necessidade de poder ter a certeza de que não era verdade. O que você disse por telefone, que tava na hora de eu te provar que podia ser seu homem, que o menino que nem pode sustentar um lar, nunca seria bom o suficiente pra tu casar. Foi pensando nisso que eu entrei nesse busão, mas, talvez eu seja só um menino com uma rosa na mão. E eu te ligo no celular te avisando que eu tô indo e te pedindo pra ir lá pra me esperar. Mas você que nunca disse que me ama. Mais uma vez desliga sem dizer, se arruma e vai pra cama. Tudo bem, dorme bem amor, te amo! Quando acordar passa perfume que o seu homem tá chegando.”